Friday, May 8, 2009

Ambiente - Empresas - Energia-



A preocupação das empresas com as questões ambientais, embora limitada e insuficiente, é de fundamental importância, entretanto, se está muito longe do ideal na medida que a questão não se põe como isolada, mas necessariamente conectada com questões sociais e culturais, é o que se identifica com Capra (1982, p. 49): “a visão do mundo e os sistemas de valores que estão na base de nossa cultura, [...]”. A busca de adequação da produção às certificações ambientais demonstram o quanto as empresas se preocupam com o ambiente, porém, por traz está a exploração de um novo mercado crescente, o dos ambientalistas. Apesar disto já é um ganho quanto à necessidade de mudanças através de acções por todos os sectores produtivos. Para os autores apresentados entende-se que as certificações encontram-se na encruzilhada da ambiguidade e neste sentido, demonstram contraditoriamente ambas as dimensões: é preocupação mais significativamente para uns, e é modismo para outros. Uma vez que não se visualizam forças sociais que possam implementar a revolução ambiental, é sempre melhor um pequeno passo do que nada. Por isto, por mais limitados que sejam os efeitos das certificações, as questões ambientais passam a fazer-se presentes neste sector que busca a qualidade requerida e já não se põe da mesma forma como no período anterior. Pauli (1996, p.275), afirma que o factor crítico é uma mudança na filosofia de gestão e inclusive uma mudança da força competitiva. É de interesse empresarial se dar bem em qualquer situação, portanto, se faz necessário adaptar-se a situação que o mercado pede. As certificações representam uma preocupação ambiental especialmente para os sectores que tratam de adequar-se as medidas previstas na legislação existente. Entretanto, para diversos empreendimentos a certificação ambiental aparece como mais um mecanismo de marketing, de adaptação aos novos tempos e à pressão dos ativistas ambientais. Enquanto isto de lados as certificações outras formas de poluição do meio ambiente permanecem intactas. “O imposto ambiental está neste dilema, corrige parte das implicações ambientais, mas ainda não consegue abarcar o horizonte do ecossistema em sua complexidade” (RUSCHEINSKY; FREITAS, 2003, p. 18).

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